Poema ''The Dark Man'' de Stephen King Será Publicado

23 de mai de 2013

 
The Dark Man, um poema que King escreveu na época de faculdade, será finalmente publicado pela Cemetery Dance. Sua publicação esta marcada para dia 30 de Julho e o poema contém 88 páginas.

Este poema foi publicado na revista literária da Universidade de Maine, chamada Ubris, no outono de 1969 e foi republicada em uma revista em 1970, conhecida como Moth. Em ambas as revistas, o poema é creditado a Steve King. Este poema teria uma terceira republicação quase 35 anos depois, na edição limitada The Devil’s Wine, em 2004. 

 Em uma entrevista em julho de 2003, King relata sobre o poema: 

 "Randall Flagg veio até mim quando escrevi um poema chamado The Dark Man quando eu estava na faculdade. Veio do nada, um cara com botas de cowboy que perambulava pelas estradas, pedindo carona pela noite, sempre com jeans e uma jaqueta de brim. Eu escrevi esse poema, e era basicamente uma página de comprimento. Eu estava no refeitório da faculdade… eu escrevi o poema na parte de trás de um pano de prato. Acabou sendo publicado, mas aquele cara nunca saiu da minha cabeça." 

O poema serviu de inspiração para Randall Flagg, antagonista de A Torre Negra, A Dança da Morte e Olhos de Dragão. 

A Cemetery Dance publicará diveras edições, como é costume da editora. Uma delas de luxo, autografada pelo autor. 

 A versão publicada na revista Ubris possui dois versos diferentes à versão na revista Moth; sendo essa última a mesma a aparecer no livro The Devil’s Wine. Logo abaixo esta a primeira versão traduzida: 


O Homem de Preto
Stephen King
“Vamos então, tu e eu…”
T.S Elliot
eu caminhei a largos passos o caminho esfumaçado
de rastros martelados pelo sol e
cinzas esmagadas;
eu viajei por estradas férreas
e queimei o esterno no
pórtico silencioso da selva de vagabundos;
eu sou um homem de preto.
eu viajei por estradas férreas
e passei pela complacência
de casas desesperadas com chaminés simuladas
e ouvi pelo lado de fora
o estalo do gelo de coquetel
enquanto portas fechadas repartiam o mundo –
e sobre tudo uma lua em foice selvagem
que despontou em meus olhos com luzes de ossos.
eu dormi em pântanos reluzentes
onde o exalar de almíscar brotava
para misturar-se com o cheiro de sexo dos
troncos de ciprestes podres
onde o fogo bruxo agarrou-se nas afundadas
esferas psicopatas do batismo
e ouvi o sugar das sombras
onde uma casa estripada de colunas
parasitada por trepadeiras
conversa com um céu suspenso de cogumelo
eu alimentei com moedas as máquinas gélidas
em todas as noites enchendo estações
enquanto o tráfego numa flâmula louca e fluente
listava em vermelho seis faixar de escuridão.
e respirei o vento talhador da carona
dentro do meio fio com o dedão levantado
e vi rostos complacentes ensombrados
com aquecedores atrás de vidros de segurança
faces que cresciam como luas complacentes
na sombra inconstante de todo esse vácuo monstruoso.
e num lampejo repentino de ódio e solidão
gélido como o centro de um sol
eu forcei uma garota a entrar num campo de trigo
deixei-a estirada com um pão virgem
um sacrifício selvagem
e um sinal para aqueles que se arrastam
em caminhos fixos:
eu sou um homem de preto.


(traduzido por http://baudostephenking.wordpress.com)

Fontes:
UsaToday
Baudostephenking

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